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  • Foto do escritorElisa Camarote

A psicanálise é meu tipo de terapia?

Esse post traz algumas reflexões importantes de se ter em conta no momento de difinir que tipo de terapia buscar. Em meio a uma diversidade grande de linhas terapeuticas disponíveis, esperamos esclarecer pontos singulares do processo analítico e com isso te ajudar a entender se a psicanálise é uma boa para você.


1.O tempo de uma análise não pode ser definido de antemão. O processo de cada paciente tem um tempo prórpio e a duração do tratamento vai ser definido pela dupla - paciente e analista - ao longo do percurso analítico e das interações realizadas. A resolução de conflitos, sintomas e sofrimentos varia caso a caso, alguns levam menos tempo, outros podem levar muitos anos.



2. Não damos conselhos nem prometemos a cura. Ao contrário, cada análise é unica, o analista não tem uma fórmula pronta para condução de tratamentos e a direção de cada tratamento é pensada caso a caso junto às supervisões clínicas. Assim, importante dizer que não há garantias de como cada sujeito irá sair deste processo. Nos esforçamos para fazer boas perguntas aos pacientes, levando-os buscar respostas autênticas capazes de guiar escolhas mais conscientes e de abrir espaço para melhor percepção do lugar do desejo na vida de cada um.


3. Custa caro realizar um processo analítico. O investimento não é apenas da ordem financeira. O valor monetário varia muito, há pagamentos sociais e também consultas mais caras, mas o que custa caro mesmo é investir tempo e energia para melrgulhar em nossos sofrimentos e nos resposnabilizar pela parte que nos cabe no sofrimemento vivido. Para o analista há também um grande investimento psiquico que é mobilizado na condução de cada caso e que só pode ser bem sustentado se o analista estiver em dia com sua própria análise pessoal, as supervisões dos seus casos clínicos e os estudos teóricos.


4. Não tem ponto de partida certo, ou momento certo para se começar uma análise. O importante para começar é minimamente perceber que: i.) algo em si não caminha tão bem quanto se gostaria; ii.) perceber em si um campo de inquietações, um desejo de se perguntar e analisar o que acontece consigo e qual a origem dos sintomas e incomodos em sua historia pessoal e no histórico transgeracional. Inciar uma análise por encomenda de entes queridos ou mesmo recomendação médica, desacampanhado da inquietação e desejo do paciente não é o suficiente e em geral não traz grandes resultados.


5. Na busca por um profissional é importante saber que não há um analista perfeito para você, ou o analista ideal. O analista não precisa ser o mais famoso, o mais experiente, ou o mais caro do mercado para atender a sua demanda de análise. O que importa mesmo é que haja um bom encontro entre o par analítico no tempo oportuno. Digo tempo oportuno pois, o analista que atendende seus requisitos hoje, pode não ser mais tão interessante para te acompanhar em outra fase da vida. A pertinência de seguir junto, ou não, de se despedir por um tempo e retornar para uma outra temporada de análise, pode ser repensada a cada encontro.


 


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