top of page
  • Foto do escritorElisa Camarote

Psicanálise e psicoterapia: afinal, qual a diferença?


O cuidado com a saúde mental pode ser realizado por diferentes profissionais e métodos terapêuticos. A ajuda de um profissional pode auxiliar desde aqueles que desejam se conhecer melhor e promover o autocuidado, como àqueles que se encontram em sofrimento.


Se você percebe dificuldade em dar conta de suas questões, observa a repetição de padrões que não te fazem bem, se vê paralisado por emoções e sintomas psicológicos que não compreende e não controla, e algumas destas condições afetam suas relações, sua rotina, então é importante buscar ajuda.


Esse texto traz alguns pontos para apoiar a reflexão sobre a escolha de profissionais e de tratamento. Tradicionalmente disponíveis em modalidade presencial hoje é possível realizar o processo terapêutico também no modo online.





O que é psicoterapia (ou terapia) ?

  • É uma prática clínica realizados por profissionais com graduação universitária em psicologia.

  • A graduação em psicologia ensina uma ampla gama de conceitos e teorias psicológicas, passando por diversos autores e abordagens. A psicanalise é uma das disciplinas ensinadas na graduação de psicologia. Ao final da formação, o profissional tem um conhecimento amplo e uma visão panorâmica sobre cada conteúdo mas não chega a ser especialista em nenhuma linha especifica.

  • Em geral, a psicoterapia atua sobre os aspectos da consciência e do comportamento, a partir do que o sujeito percebe e sabe de si.

  • Tende a conduzir o tratamento para a eliminação do sintoma através de uma diversidade de métodos e abordagens terapêuticas.




E o que é a psicanálise?


  • A Psicanálise é uma modalidade psicoterapia, uma prática clínica, um método e uma teoria criada por Sigmund Freud no final do século XIX.

  • Ao criar a psicanálise Freud marcou a importância de que a psicanálise não se disseminasse por meio de formação universitária, como nos moldes da psicologia. Sua transmissão e processo formativo deve continuado e se dá pelo tripé psicanalítico: análise pessoal, supervisão clínica e estudo teórico. O estudo teórico pode se dar em instituições especialidas de formação em psicanalise, grupos de estudos, dentre outros.

  • No Brasil muitos psicólogos e médicos se especializam em psicanálise, mas essa pratica clínica pode ser exercida por qualquer profissional com diploma universitário que trilhe o percurso formativo do tripé psicanalítico.

  • O foco da psicanálise é a análise e a exploração do inconsciente, instancia psíquica que não está acessível a nossa consciência, e que a priori, desconhecemos.

  • Tendo em vista que há uma parte desconhecida que nos habita e que influencia nossas atitudes, sentimentos, comportamentos, a psicanálise enquanto pratica clínica apoia o paciente a desvendar aquilo que o sujeito não sabe de si.

  • A escuta do inconsciente é o objeto de trabalho analítico. O paciente usa da palavra para “se falar”, para dar sentido e narrar sua experiência singular. Nesse exercício, contando com as interpretações e perguntas do(a) analista, o paciente vai se apropriando e desvelando sua subjetividade e autenticidade.

  • Em termos comparativos, é possível dizer que as psicoterapias priorizam a eliminação dos sintomas em seus tratamentos, enquanto a psicanálise visa compreender o sentido, origem e o motivo do sofrimento psíquico e dos sintomas.

  • A psicanalise auxilia o sujeito a desenvolver recursos para manejar e sustentar um modo próprio e singular de existir, apesar dos sintomas.

  • A ética da psicanálise convoca o sujeito a se responsabilizar pela participação (mesmo que inconsciente) no desenvolvimento dos sintomas; a se apropriar de seus desejos, e escolhas.

  • A psicanálise não visa assumir uma postura pedagógica, portanto o analista não dá conselhos, não pretende ser exemplo de conduta, nem tampouco julga ou “policia” as falas e atitudes do paciente. Também não cabe ao analista trazer respostas, ao contrário, seu papel é muito mais o de escutar e indagar, ajudando o analisando a elaborar novas perguntas e produzir novos sentidos a respeito de sua experiência, sentimentos e sintomas.











Comments


Commenting has been turned off.
bottom of page