Olá,
Meu nome é Elisa.
Sou psicanalista pelo Centro de Estudos Psicanalíticos (CEP) com Mestrado em Antropologia Social pela UFBA e Doutorado (inconcluso) pela UNICAMP.
Sou colaboradora do Ambulatório SOMA do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas - IPq - FMUSP. Neste ambulatório do SUS atendemos pacientes com quadros graves de somatização, tais como hipocondria, transtorno factício, histeria de conversão e dores crônicas.
Sou membro do Grupo Brasileiro de Pesquisa Sándor Ferenczi.
Tenho experiência clínica no atendimento de jovens e adultos em consultório particular e de grupos em projetos e instituições.
Como psicanalista trilho um percurso de formação continuada por meio de diferentes dispositivos de estudos teóricos e supervisão clínica. Dentre as inúmeras áreas de interesse tenho me dedicado a pensar intrefaces da psicanálise com a psiquiatria e a antropologia, a clínica de pacientes psicosomáticos, questões de raça e gênero, a escola inglesa das relações de objeto e o pensamento de Sigmund Freud.
Tenho ainda em minha bagagem formações complementares. A Ontologia da Linguagem, Comunicação Não -violenta e graduação em Ciências Sociais pela PUC-SP agregaram recursos importantes ao trabalho que desenvolvo atualmente.

Meu percurso
O trabalho de escuta do "Outro" percorre toda minha trajetória profissional. Desde a graduação, mestrado, doutorado e especialização tenho como foco a experiência humana. Meu olhar e escuta abarcam tanto a singularidade subjetiva e dinâmicas intrapsíquicas como a dimensão social e cultural que constituem os sujeitos.
Há mais de 18 anos comecei trabalhando com a escuta de sujeitos pertencentes a grupos socioculturais minoritários. Fiz esse exercício ao longo de diversos trabalhos de campo, usando a escuta para coletar dados para a elaboração de pesquisa acadêmica na área de antropologia social.
A antropologia é uma ciência que estuda o humano e a diversidade cultural, buscando respostas para entendermos "o que somos" a partir do espelho fornecido pelo “Outro”. Nesse período, minhas escutas buscavam compreender o sentido das noções de família, parentesco, casa e território para os habitantes de uma pequena comunidade rural, no contexto cultural do sertão baiano, nordeste brasileiro. Artigos que são produto deste trabalho, no âmbito do mestrado e do doutordo podem ser lidos aqui.
Com o passar do tempo me qualifiquei para facilitar o diálogo de coletivos. Escutei inúmeros grupos visando apoiar tomadas de decisões, mediar conflitos e conduzir processos de desenvovimento grupais. Aqui o foco da atuação se deu no terceiro setor, com instituições públicas, movimentos sociais e com especial ênfase junto a temas relacionados às políticas públicas.
Num movimento de maior interesse pela indovidualidade e subjetividade humana, fui direcionando minhas escutas para as manifestações do inconsciente e para a esfera da saúde mental.
Direcionei meus estudos para a teoria psicanalítica de Sigmund Freud, bem como para autores da escola inglesa como Donald Winnicott, Sandór Ferenczi, Cristopher Bollas, entre outros.
Hoje minha clínica tem como foco jovens e adultos em sofrimento psíquico e/ou em busca de um espaço seguro de escuta, elaboração e cuidado.
Vale dizer que parte fundamental de minha formação e do alicerce de meu trabalho clínico é a análise pessoal que realizo há muitos anos. É nesse espaço que vou tecendo construções acerca de meu próprio inconsciente e onde crio sustentação para o trabalho que faço na clínica.
Uma marca importante, que atravessa todo meu percurso, é a interface de minha prática e reflexões com e sobre modos de existência periféricos, minoritários e diversos, particularmente afetados pelas desigualdades sociais.
Nesse sentido trago para a clínica o comprometimento com a democratização do acesso à psicanálise, dedicando horas semanais para o atendimento social de diversos pacientes.
